Tempo de loucuras no tempo!

Esfriou um pouquinho? O nariz escorreu??? Essas mudanças de tempo são o ó do borogodó para os pequenos. Obedeça sua mãe e leve casaco e guarda-chuva, ok?

Abrace e esquente seu herdeiro!!!



























































































































































































segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Ai que me tô cheia de orgulho Bela!

Esses dias levei meu filho para matriculá-lo num curso de inglês.

Chegando na escola descobri que ele deveria fazer uma aula teste para que a Coordenadora pudesse colocá-lo na sala adequada, ao ouvir isso ele me olhou como se a moça tivesse dito: “Bem vamos para aquela sala de tortura onde obrigaremos ele a comer peixe, falar com pessoas completamente estranhas e beijar uma menina”(quesitos atuais que ele foge como o demônio da água benta).

Queria ter o dom de metamorfosear em tigresa e arrancar a cabeça de todos na sala, mas vamos lá: “Filhote, mamãe vai ficar com você... é só ir lá e responder as perguntas que a profe fizer pra você, será moleza, melzinho na chupeta, mamãozinho com açúcar.”.... “Tá bom, né!!”....humpf

No meio da sabatina, ele relaxou e começou a falar e escrever...e a mãe atônita diante daquela criatura que até há uns 4 anos atrás mal sabia falar a própria língua....Meu coração estava em festa....haviam fogos de artifício no meu peito!! COMO ISSO É BOM, ver a capacidade do nosso rebento de enfrentar bravamente uma situação estranha com uma desenvoltura meio capenga, mas corajosa.

Enfim, ele passou pra classe acima do esperado...LINDOOO

Porém surgiu, após fechar o leque da pavoa, a seguinte questão.

Mãe é tudo igual! Temos enormes expectativas sobre nossos filhos...Vergonhoso admitir, mas queremos que eles sejam inteligentes, corajosos, espertos, que vão bem nos esportes, bonitos, admirados(aqui lê-se que o mundo os admire tanto quanto nós os admiramos) bem sucedidos...blá, blá, blá...

Mas graças há anos de terapia intensiva no cabeção, percebo o quanto temos que tomar um enorme cuidado para frear esse nosso lado exigente, pois filho sente isso, e sente muito, SENTE PACAS eu diria....mesmo que os pais não falem nada...isso sim é até pior...

Incentivar sem forçar a barra nem diminuir a capacidade de resolver conflitos é o grande desafio para quem quer formar um ser humano são. A vida irá cobrar deles resultados, vai testar a capacidade de relacionamento, maturidade e responsabilidade... fará isso sem dó nem piedade, assim como fez conosco, com nossos pais e avós. A única diferença é que podemos mudar a forma como criamos nossos pequenos nos dias atuais. Necessário mudar algumas táticas pedagógicas que funcionaram antes e não funcionam mais. Claro que sou mãe e não fiz pedagogia e parei na metade do curso de psicologia há alguns anos, mas mãe que é mãe sabe onde aperta o sapato.

Uma tática que uso muitíssimo é me colocar no lugar do pequeno quando surge um problema e levar essa percepção á uma perspectiva “adulta” e baseada nas minhas experiências, fazendo isso a minha Driquinha vai se curando também de alguns traumas e merdas do passado. É mais trabalhoso, mas muito mais recompensador, já que envolve as nossas questões mais doloridas, mas sentimos mais compaixão por aquele pequeno que ainda tem tanto pra aprender. Deixamos de ver nossos filhos como posses, como coisas pequenas que andam, exigem e falam e passamos a olhá-los com muito mais respeito e consideração como pessoas pequenas, que não são nossos e que foram dados a nós pela vida para que façamos deles pessoas decentes, que façam o que quiserem, como e onde quiserem de forma ética.

Lembramos o quanto dói um olhar de reprovação, de desapontamento, comparações inúteis com outros amigos ou primos, castigos não producentes e humilhantes...etc

Temos que deixar de projetar nos pequenos essas nossas dolorosas frustrações e sim tomar consciência delas quebrando assim o círculo vicioso do orgulho camuflado em uma baixa auto estima.

Fazendo essa recordação básica, podemos nos colocar em seus lugares e dar um salto qualitativo na forma de criar nossos filhos aumentando assim sua (e nossa) auto estima, estruturando a personalidade de forma saudável sem cair no narcisismo...Claro que essa mudança não se dá de uma hora pra outra, mas curtos espaços dessa consciência se tornam hábitos e os novos hábitos levam a uma vida de melhor qualidade amorosa e na relação entre pais e filhos.

Ainda aprendendo a por em prática tudo isso, tropeçando e me reerguendo...Sou um experimento da vida tanto quanto o filhote...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

OMNIA VINCIT AMOR

Ela havia conhecido aquele homem de uma forma nada convencional, até que criou coragem pra chamar ele pra sair, após anos de casada e agora na pista, assim era a lei do oeste.

Ok, roupa nova, lingerie linda, maquiagem perfeita e sem esquecer o perfume delicioso, lá foi ela, munida de toda a coragem que lhe compete encontrar com o bofe, começaram algo que nenhum deles imaginava que ia vingar mais que uma noite. Porém vingou e agora?!

Ela tinha uma filha, morava sozinha, após um tempo resolveu levá-lo pela primeira vez pra sua casa, era o final de semana do grito da independência....Que medo!! Por mais desencanada e modernete que parecesse aos outros ela se permitiu a famosa pergunta... E agora?!! Como misturar os dois mundos em que vivia?!! Sim as mulheres sabem muito bem separar Afrodite de Deméter...como juntá-las agora?

Tirou todas as bonecas, lacinhos, presilhas e Pollys da sala, da cozinha, do banheiro, mas sempre restava algo. Desenhos e fotos na geladeira, lápis de cor no canto, atrás da mesa de jantar...

Agora faltavam poucos minutos para o convidado chegar, resgatou mais algumas meias e presilhas colocou tudo dentro do quarto da filha e BAMM, fechou a porta, a única porta onde poderia ser isolada por aquelas faixas amarelas NO TRESPASSING dignas das séries CSI e Arquivo X. Fez malabarismos onde a única intenção era a de passar um ar de solteirice perdida há algum tempo em meio aquele mundo materno. Numa tentativa frustrada e última de separar as deusas que discutiam dentro dela por puro preconceito coletivo, muito latente na alma.

Ele chegou, entrou no apartamento com ar blasé e foi captando a atmosfera do ambiente, beijo caliente, abraços e carinhos...Sentados no sofá, papo vai papo vem.... Vamos beber algo?... Deixa querida eu pego pra você...Ok, na geladeira querido...

BUM... na porta da geladeira um desenho foi determinante para aquele homem saber onde estava se metendo, o único desenho esquecido de ser retirado por ela (inconsciente,na tentativa de unir seus mundos).

Duas formas de mãos dadas em meio a flores, pássaros e corações com a seguinte legenda “Mamãe e Eu”. Ele sorriu, respirou fundo e trouxe a bebida dando naquela mulher um beijo demorado...

Isso tudo pra dizer...

Só quem passa ou passou por esses momentos sabe o que tudo isso quer dizer, são pequenos sinais emitidos de que ali a relação irá se basear em muito mais confiança, paciência e tolerância.

Um relacionamento com a mãe é bem diferente do relacionamento com o pai separado. A convivência com os filhos são mais estreitados, já que na maioria dos casos esses filhos moram com a mãe. No segundo caso o contato é, na maioria das vezes, esporádico.

Tenho profundo respeito pelos homens que decidem levar adiante uma relação com esse nível de envolvimento. Tremendo gesto de coragem por parte deles.

Difícil certamente, porém não impossível, pode trazer prazer apesar dos desafios. Na minha opinião singela cabe muito a nós, mães divorciadas/solteiras dar o timing da relação, levar nossos amados pela mão com muito jogo de cintura, respeito, amor, compreensão e consciência por esses caminhos por vezes novos para eles. Essa é uma das maiores provas de amor dos dias atuais.

Parabéns à todos os homens que estão muito felizes amando mulheres que trazem consigo uma história e estão dispostos a dar continuidade a essa história de forma amorosa compartilhando os momentos de prazer e dúvidas.

Parabéns às mulheres que se dão a chance de continuar a sonhar, amar e compartilhar de algo tão precioso ao lado dos homens escolhidos pelo seu coração.